Sunday, April 23, 2006

Uma nova esperança para doentes com cancro da mama?


O carcinoma ductal invasivo representa o tipo histológico mais frequente no processo de carcinogénese mamária. A P-caderina é uma das moléculas expressas em alguns destes tumores, tendo sido descrita como um factor de mau prognóstico para as doentes com cancro da mama. Esta molécula de adesão tem um domínio extracelular que promove a adesão entre células, e um domínio citoplasmático que interage com cateninas (nomeadamente a p120-ctn), estabelecendo a ligação com o citosqueleto da célula. A presença deste domínio é importante na indução da invasão celular, o que sugere que a P-caderina gera um sinal pró-invasivo específico, provavelmente pela ligação da p120-ctn, e activa vias que ultrapassam os sinais supressores mediados por caderinas endógenas (E- e N-cad). Assim, tenho estado a analisar a expressão e localização da p120-ctn numa série de carcinomas, para perceber se relaciona com a presença de E-, N- e P-cad. Depois vou produzir linhas celulares positivas para as três caderinas, estudar nelas a expressão de diferentes isoformas da p120-ctn, e tentar perceber se esta molécula é, de facto, responsável pela capacidade invasiva das células. Quem sabe não estamos mesmo perante um potencial alvo terapêutico…

Monday, April 10, 2006

Publicitus

Monday, April 03, 2006

Drosophila melanogaster


Poliadenilação alternativa como mecanismo de regulação da expressão genica!

O meu modelo de estudo é a Drosophila, mais propriamente o seu gene polo, que está envolvido na regulação da progressão do ciclo celular. É bastante interessante porque determinados cancros apresentam alterações neste gene. Este gene tem dois sinais poli (A), ambos usados na síntese de dois mRNAs. O padrão de expressão destes transcritos é indistinguível. O mais estranho nisto tudo é que os dois mRNAs codificam para a mesma proteína, uma cinase. Então porque são necessários dois mRNAs???? Talvez estes mRNAs estejam em diferentes locais e/ou em diferentes estádios do desenvolvimento. Vários elementos necessários à reacção de poliadenilação foram já identificados.
O objectivo do meu trabalho é estudar o papel desses elementos in vivo, usando as mais variadas técnicas de biologia molecular. Através da microinjecção, tenho obtido moscas transgénicas, contendo apenas um dos dois sinais poli (A), para tentar perceber quais as diferenças entre estes dois mRNAs. Vou analisar desde a estabilidade do mRNA, a diferenças de expressão e até alterações fenotípicas nas próprias moscas. Um imenso trabalho em busca da resposta à questão: “Dois mRNAs polo, porquê apenas uma proteína???